sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E dois anos se passaram!

Hoje, exatamente hoje faz dois anos que tivemos o primeiro contato via internet. Precisamente às 07h30 da quarta-feira de 19-11-2008.

Interessante! Na época não tinha a menor idéia de onde esse história ia parar.

Iniciamos a conversar em francês, já que nosso objetivo principal era praticar o idioma, via msn. Mas logo eu pedia para falar português, já que estava na Nova Caledônia (uma pequena ilha, próxima à Australia), e lá era francês o dia todo... aff!!

Logo comecei a me interessar por ela. Uma menina diferente... interessante, inteligente, culta, estudiosa, divertida, charmosa, linnnda. Meu coração foi se encantando por ela, até que não resisti. Pedi pra falar por telefone. Ela relutou no início, mas depois aceitou. E logo o skype passou a ser nosso principal elo de ligação. Eram 1, 2 horas de ligação. Depois, o tempo foi aumentando, até atingirmos a incrível marca de 8 horas, que não eram ininterruptas porque as ligações caiam de tempos em tempos.

Não deu outra... me apaixonei perdidamente por ela. E o melhor, era correspondido à altura.

E logo na primeira folga fui ao encontro dela. Para cair de vez nos braços da paixão.

E assim pude comprovar: o amor realmente existe. Pode estar do seu lado, mas também pode estar do outro lado do mundo. Quando se encontra a pessoa certa, o tempo e o espaço se tornam insignificantes.

Je t'aime ma cherie!


Welson





domingo, 7 de novembro de 2010

E, finalmente, ele consegue me surpreender


Engraçado, mas meu amorgueco nunca tinha conseguido me surpreender, por mais que ele se esforçasse. Seu romantismo, gentileza e vontade incessante de me agradar e me satisfazer sempre faziam com que eu descobrisse o que ele estava planejando fazer através das perguntas que ele pensava serem dissimuladas.
Eis que ele resolve, então, mudar de estratégia. No último mês (outubro) meu amorgueco tirou uns dias de férias e veio me fazer uma visita – pra quem não sabe, ele mora no Pará. Ficamos um dia em Salvador e, em seguida, viajamos para Imbassaí, onde aproveitamos o sol, mar e rio durante alguns dias.
No início da viagem, sendo bastante sincera, eu fiquei um pouco decepcionada porque eu imaginava que ele me pediria em casamento,  devido a tantas conversas que tivemos a este respeito, tantas certezas, tantos planos, tanta vontade de ficarmos juntos. Discutimos até como queríamos as alianças. Mas não. Parecia que ele de nada se lembrava ou que isso era algo para ser ainda mais pensado, refletido. Não que eu estivesse desesperada por uma aliança no dedo, mas, se ele não objetivava fazer o pedido, por que então perdemos tanto tempo discutindo isso? Mas eu não reclamei - se ele não quer, eu também num tô nem aí  ;'(

Pouco a pouco, ele foi montando sua estratégia para me surpreender. Ele fingiu ignorar a situação, dissimulou, fez inclusive com que eu ficasse p.. da vida com ele.  Passamos três dias nessa situação. Eu me sentindo traída, ignorada, desamada e ele rindo por dentro e arquitetando o plano maligno naquela cabecinha .
Eis que no quarto dia, chegamos da praia, nos vestimos e saímos para jantar. Na volta, fui tomar outro banho, pois estava cheia de poeira – era o tempo que ele precisava para colocar o plano em ação.  Limpinha, deitei ao lado dele, sob o mosquiteiro – é, no quarto da pousada tinha um mosquiteiro, só faltavam os mosquitos hehe.

Bem, não vou entrar em detalhes, mas entre beijos, mordidas etc. e tal ele perguntou: “casa comigo?” e eu respondi “caso”. Eu não levei a sério, pois a gente sempre falava isso, era uma forma de dizer “te amo, quero casar contigo”. Mas dessa vez era pra valer. Então, ele perguntou de novo: “casa mesmo?” e eu, besta que só! “caso”. Ele então, todo fofo, pediu que eu pegasse alguma coisa que estava no mosquiteiro – detalhe, estava tudo escuro. Eu não entendi direito, fiquei meio abobalhada, sem saber o que pensar, mas reagi passando a mão no mosquiteiro e senti alguma coisa pendurada em uma linha. Eu peguei, claro, e senti que era um anel. Não acreditei. Fiquei sem reação, sem palavras, sem pensamentos, em estado de choque mesmo. Olhei pra ele, fiquei meio paralisada, com lágrimas nos olhos, o beijei  e devo ter dito “chéri, é sério?”. Não acreditava, juro que não.
Eu amo esse mec! Acho que vou dizer mil vezes: eu quero casar contigo.