quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pesadelos loucos como só eu consigo ter

Tive dois sonhos esquisitos esta noite. 

Apesar de estar meio sem sono, ontem fui deitar-me mais cedo do que o costumeiro, por volta das 22h50, depois de a TIM ter nos deixado na mão mais uma vez.

Pela infinidade de temas que minha mente relembrou, analisou e vislumbrou, suponho que devo ter demorado a eternidade de pelo menos 1h até conseguir ser pega pelo sono. Precisamente às 00h20, acordei assustada. Tive um pesadelo daqueles que somente eu costumo ter: o mundo estava acabando. Esse já é o quarto pesadelo dessa estirpe que eu tenho ao longo da minha vida, desde que eu me considero gente, como diz minha mãe. Já sonhei que o mundo findava e eu conseguia ver lá no horizonte as chamas vindo em minha direção e a única dúvida que eu tinha era: coloco sal ou açúcar sobre o meu corpo? Morro docinha ou tipo churrasco tipicamente gaúcho? Também já acordei apavorada ao tentar me salvar de um dilúvio que afogava todos ao meu redor, água entrando pelas narinas, sufocamento, gente tentando se agarrar em mim, em qualquer um, uma luta de todos contra todos. Em mais um de meus sonhos, meteoros gigantes caíram desastrosamente sobre a terra e eu tentava alucinadamente olhar a direção onde eles supostamente cairiam para tentar, em milésimos de segundos, livrar minha cabeça do esmagamento, but no chance to survive. 

O sonho desta noite também foi assim um tanto angustiante, mas teve um diferencial: 

Estava eu dormindo em minha casa novinha em folha, embora inacabada, quando acordo por volta das 6h50, ao sentir um vento forte. Levanto, vou à janela (que no sonho era de madeira e não de vidro) e vejo que ela estava quebrada, como se alguém a tivesse arrombado. Eis que eu olho para o horizonte e vejo um dia muito, muito, muito feio. Nuvens negras no céu, um mar alguns metros à minha frente (!) e ninguém na rua. De repente, as nuvens começam a se movimentar de um modo bem estranho, numa espécie de reboliço assustador - quem já assistiu a filmes apocalípticos sabe como é. E, então, o mar à minha frente começa a se abrir (e não era para ninguém passar por entre as águas). Lavas ferventes começam a jorrar do fundo do mar e uma cratera enorme começa a ser criada, expandindo-se em todas as direções e vindo também, claro, rumo à minha casa. Uma sensação de terror jamais sentida tomou conta de mim: “Meu Deus, o mundo está acabando!” e minha irmã, que dormia, arregalou os olhos. 

Agora, adivinhe qual foi a primeira reação que tive imediatamente após sentir/ver que nada nem ninguém iria sobreviver a este desastre? Peguei meu celular para ligar pro meu bb. Precisava me despedir, dizer que o amava, que o amava muito, que ele é a coisa (leia-se pessoa) mais importante da minha vida, que eu não sabia explicar, mas que, naquele instante, eu não conhecia nem mesmo o significado da palavra dúvida: eu o amava e não me conformava em saber que não teríamos mais a chance de viver esse amor.

Mas, pra variar, cadê o sinal da TIM? Merda de operadora! Nunca funciona quando a gente precisa =)

O outro sonho foi tão inacreditável quanto este, apesar de completamente diferente, e foi com ele que despertei. Era o dia do meu casamento e eu, apesar de toda ansiedade, esqueci de fazer tudo que uma noiva decente precisa fazer para encantar ao noivo e a todos na igreja: as unhas, o cabelo, a sobrancelha, a maquiagem e até mesmo o banho. Estava eu em casa bem traquila, por volta das 18h, e meu casamento aconteceria às 19h. De repente, meu sobrinho Diego chega à minha casa com uma menina, que se casaria no mesmo horário que eu (detalhe, era uma menina mesmo, uma criança. Será que ia casar com Diego?). Ela estava toda arrumadinha, uma boneca! Foi só então que eu me dei conta de que eu tinha me esquecido de tudo. E agora? O que fazer? Como conseguir me emperiquitar toda dentro de 1h apenas? Lembrei-me que as noivas têm crédito e podem chegar atrasadas, mas eu calculava que para fazer tudo aquilo eu necessitaria de pelo menos  4 ou 5h. Aff, o sonho terminou assim: eu saindo desesperada e indo até o salão vizinho à casa de minha irmã, torcendo para que acontecesse um milagre.

Je t’aime, mon amour.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hoje eu já te disse o quanto te amo?

Faz realmente uma cara que não me dou ao luxo de sentar durante alguns minutinhos em frente ao PC a fim de desabafar um pouco - sem o imediatismo das palavras ditas cara-a-cara ou pelo telefone - com o mec que conseguiu, finalmente, domar o coração dessa menina rebelde sem causa aparente e deixá-la assim, cheia de amor, louca de paixão, sonhando acordada e contando os minutos e dias pra se achar lá pelas minas de Ourilândia do Norte (Pa). 

É tanto amor, tanta vontade de apertar esse rapaz, de segurá-lo delicadamente em meu abraço, de dizer bem baixinho “je t'aime” que às vezes minhas palavras sentem-se incapazes de falar.

Bem, desde o dia 19 de novembro de 2010, data da última postagem, até hoje, 09 de maio de 2011, algumas coisas aconteceram, mas nada mudou radicalmente. Continuamos conversando pra caramba por telefone (TIM, merci beaucoup malgré tout!); discutimos algumas dezenas de vezes (#sempreeu); rimos à beça; reafirmamos nosso amor; não atendi ao telefone;  telefonei em seguida; necessitei dos conselhos dele; nem precisei pedir desculpa; ele deve ter perguntado um milhão de vezes “hoje eu já te disse que te amo?”; eu devo ter respondido um milhão de vezes também “não”; então, ele deve ter dito mais um milhão de vezes “ah eh? Eu te amo, meu bb” e mais um milhão de vezes eu devo ter respondido “Eu sei. Eu tbm te amo, paixão”; eu fui ao encontro dele lá no Pará; ele veio ao meu aqui na Bahia; ele morreu de vergonha na frente de meu pai quando fomos oficializar nosso noivado huehue. Lembro-me como se fosse ontem...


Antes mesmo de partirmos de Salvador rumo a Mutuípe, minha boa e linda terrinha, ele já tava todo nervoso! Huashuahs eu me acabo de rir ao lembrar. Ah se desse pra voltar no tempo e filmar tudo! Aquele “discurso” super lindo e meio cafona sendo observado por todos; Welson com as mãos trêmulas e voz firme, porém nervosa: "eu amo a sua filha e quero construir minha vida ao lado dela" =); eu de olho na reação de meu pai, que parecia acreditar que eu estaria em boas mãos; minha mãe ao meu lado, escutando atenciosamente o genro; minha irmã achando engraçado; e tanto eu quanto ele querendo que aquele momento angustiante terminasse logo. E quando acabou, descobrimos que nem doeu. À parte o coração, que bombeava rios de sangue desenfreadamente, no mais foi tudo ok: ninguém desmaiou, meus pais desejaram felicidades aos noivos e ninguém nos perguntou “e quando vão marcar a data?”.

Meu noivo lindo, meu amor, l’homme de ma vie, é tão bom estar com você, ser sua, te fazer e ser feliz ao seu lado!

Hoje eu já te disse o quanto te amo? #euquerocasarcontigo.